Europa: um novo início ou o princípio do fim?
Participei, na CCDR Algarve, no painel «40 anos de Europa com olhos no futuro», realizado após a transmissão do discurso de Ursula von der Leyen sobre o Estado da União — SOTEU 2026. O discurso apresentou uma Europa que procura responder a desafios económicos, energéticos, tecnológicos, climáticos e de segurança. Entre as principais prioridades estiveram a simplificação do investimento, o apoio ao crescimento das…
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Participei, na CCDR Algarve, no painel «40 anos de Europa com olhos no futuro», realizado após a transmissão do discurso de Ursula von der Leyen sobre o Estado da União — SOTEU 2026.
O discurso apresentou uma Europa que procura responder a desafios económicos, energéticos, tecnológicos, climáticos e de segurança. Entre as principais prioridades estiveram a simplificação do investimento, o apoio ao crescimento das empresas, a independência energética, a proteção das matérias-primas estratégicas e a incorporação da inteligência artificial na economia.
Na área climática, foram anunciadas medidas para identificar os 100 territórios europeus mais vulneráveis, reforçar a gestão da água, preparar respostas às vagas de calor e desenvolver uma futura frota europeia de combate a incêndios. Para o Algarve, estas questões têm consequências diretas na agricultura, no turismo, na segurança das populações e na qualidade de vida.
Foram igualmente abordados o reforço da defesa europeia, a cooperação com a Ucrânia, a aplicação do Pacto Europeu em matéria de Migração e Asilo, a proteção dos menores nas redes sociais e a criação de um novo Congresso da Europa, destinado a pensar o futuro do projeto europeu.
Contudo, um anúncio feito no SOTEU não representa uma política imediatamente concretizada. Algumas iniciativas já estão em execução; outras terão de ser transformadas em legislação, negociadas com os Estados-Membros e acompanhadas de financiamento.
“A Europa não tem falta de ideias ou de objetivos. Tem um problema de velocidade, capacidade de execução e proximidade. O verdadeiro teste começa agora: transformar estas propostas em resultados concretos para as pessoas, para as empresas e para os territórios.”
Enquanto membro da Rede Europeia de Eleitos Locais e português nascido em 1986, precisamente no ano da adesão de Portugal às Comunidades Europeias, não consigo dissociar a minha visão europeísta da construção e consolidação da democracia portuguesa.
O projeto europeu é, acima de tudo, um projeto de sucesso. Mas, 40 anos depois da adesão de Portugal, encontra-se num momento de redefinição: ou assistiremos ao fim da Europa como a conhecemos, ou participaremos no nascimento de uma nova Europa.
É essa nova Europa que desejo: mais próxima, mais capaz e na qual os europeus, os portugueses e os algarvios se reconheçam e participem. A História está a acontecer diante de nós e temos o privilégio e a responsabilidade de fazer parte dela.
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